Fumo na venta
Worries, doubts, superstitious beliefs all are common in everyday life. However, when they become so excessive such as hours of hand washing or make no sense at all such as driving around and around the block to check that an accident didn't occur then a diagnosis of OCD is made. In OCD, it is as though the brain gets stuck on a particular thought or urge and just can't let go. People with OCD often say the symptoms feel like a case of mental hiccups that won't go away. OCD is a medical brain disorder that causes problems in information processing. It is not your fault or the result of a "weak" or unstable personality.
Obsessions are thoughts, images, or impulses that occur over and over again and feel out of your control. The person does not want to have these ideas, finds them disturbing and intrusive, and usually recognizes that they don't really make sense. People with OCD may worry excessively about dirt and germs and be obsessed with the idea that they are contaminated or may contaminate others. Or they may have obsessive fears of having inadvertently harmed someone else (perhaps while pulling the car out of the driveway), even though they usually know this is not realistic. Obsessions are accompanied by uncomfortable feelings, such as fear, disgust, doubt, or a sensation that things have to be done in a way that is "just so."
Research suggests that OCD involves problems in communication between the front part of the brain (the orbital cortex) and deeper structures (the basal ganglia).
These brain structures use the chemical messenger serotonin. It is believed that insufficient levels of serotonin are prominently involved in OCD. Drugs that increase the brain concentration of serotonin often help improve OCD symptoms.
Pictures of the brain at work also show that the brain circuits involved in OCD return toward normal in those who improve after taking a serotonin medication or receiving cognitive-behavioural psychotherapy.
Although it seems clear that reduced levels of serotonin play a role in OCD, there is no laboratory test for OCD. Rather, the diagnosis is made based on an assessment of the person's symptoms. When OCD starts suddenly in childhood in association with strep throat, an autoimmune mechanism may be involved, and treatment with an antibiotic may prove helpful.
Obsessive-Compulsive Foundation (Fundação Distúrbio Obsessivo-Compulsivo)
Vivendo e aprendendo. Ainda há dias passou na TV - não me lembro em que canal - um excelente documentário sobre OCD e, assim de repente e absolutamente "out of nowhere", passou-me pela cabeça uma ideia que é também tremenda dúvida existencial: o anti-tabagismo militante não será uma manifestação clara deste distúrbio neurológico, psiquiátrico, mental?
A questão estará provavelmente mal formulada, porque não são imediatamente reconhecíveis todos os sintomas arrolados; de facto, um anti-tabagista militante é perfeitamente capaz de liquidar fisicamente um fumador, apenas para impedir que este continue a fumar e, portanto, a dar cabo da sua saúde - e isto é algo que o "portador" de OCD comum seria incapaz de fazer.
1 - "preocupações, dúvidas, crenças supersticiosas", CHECK;
2 - "pensamento encravado em uma única ideia fixa", CHECK;
3 - "distúrbio mental que provoca alterações no processamento da informação", CHECK;
4 - "pensamentos, imagens ou impulsos que ocorrem uma e outra e outra vez, indefinidamente", CHECK;
5 - "obcecados com a ideia de que estão contaminados ou que podem contaminar os outros", CHECK;
6 - "medo obsessivo de ter inadvertidamente prejudicado outrem", CHECK;
7 - "sensações incómodas, como medo, repugnância, dúvida sistemática", CHECK;
8 - "crença em que as coisas têm de ser feitas porque sim", CHECK;
Checklist accomplished, os anti-tabagistas manifestam oito sintomas em oito possíveis, o que seria talvez suficiente para o diagnóstico - fosse eu médico psiquiatra autorizado e pudesse caçar um no meu consultório. Assim, nada feito. As pessoas que se estão rigorosamente nas tintas para o seu semelhante, nas mais ínfimas atitudes, mas que manifestam uma tocante preocupação com a saúde alheia quando se trata de tabaco, hão-de continuar na senda da sanha e, pior ainda, eleitas como boas pessoas, excelentes, beneméritas, mártires da causa. Indivíduos absolutamente incapazes de deixar passar o condutor da direita, de dar uma esmola ou de ajudar um transeunte caído, continuarão na sua sagrada e comummente abençoada saga persecutória e, pior ainda, elevados à condição de protectores higiénicos da humanidade, de cruzados de uma Ordem de Hipócrates manhosa, de imaculados voluntários na santa guerra aos infiéis intoxicados.
Conheci em tempos uma senhora, recepcionista, que ia a correr lavar as mãos sempre que alguém a cumprimentava; na prateleira do balcão, tinha um frasco de álcool puro, para os intervalos entre abluções. Evidentemente, esta figura tinha horror ao fumo dos fumadores mas, que sorte, já nesse tempo era proibido fumar na recepção. Toda a gente achava muita graça àquelas "manias" da senhora e ninguém a levava muito a sério.
Quantas pessoas assim estarão, em vez de num balcão despachando formulários, numa digníssima e poderosíssima cadeira despachando decretos? O Ministro da Saúde (!!!) inglês, não por exemplo, teve o atrevimento de dizer o seguinte: "smoking is one of the few pleasures left for the poor on sink estates and in working men's clubs"* (fumar é um dos poucos prazeres que restam aos pobres dos bairros sociais e das tascas**). Vai cair o equivalente ao Carmo e à Trindade, lá em Londres (talvez St George and Westminster Cathedral), e não se augura grande futuro a Mr. John Reed na cadeira ministerial. Aposto que vai ser imediatamente despachado para os confins da Lapónia, a pão e água. Pobre diabo.
O anti-tabagismo é hoje carreira política, é profissão altamente remunerada, é factor de ascensão social e de prestígio na moral vigente, é tudo, enfim, menos aquilo que arvora: a procura desinteressada do bem alheio. Deus me livre de gentinha tão boazinha e tão tolinha. Que Ele me não castigue com uma morte lenta que eu não possa abreviar, porque do terror já me não livro.
* visto em 40º à sombra
** tradução interpretada; em Portugal, não existem "clubes para as classes trabalhadoras"; "bairros sociais" também pode significar, neste contexto, bairros-de-lata ou, de forma mais abrangente, "bairros-dormitórios"
