Odi profanum vulgus et arceo
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17/03/07

Colecção Séries a Sério. Genéricos fora das farmácias (II)


Uma bela porcaria, para quem (re)vê aquilo com olhos de hoje. O coitado do canguru (que, por acaso, não era um, mas vários) lá tinha de contracenar com seres humanos muito estúpidos e canastrões, principalmente os "actores" centrais, pai e filho, aos quais bem se poderia aplicar a máxima "tal um, tal outro". Pobre animal.


http://www.youtube.com/watch?v=m_wFEB4Oxlo
Love Boat ("u barcku du amôare")

A maior cagada alguma vez exibida em televisão. Mas enfim, o que se há-de fazer, foi uma série que toda a gente viu e, portanto, um clássico. Inesquecível, de facto, aquele mundo de americanos todos muito bonzinhos em viagem por esse mundo cruel fora. Ainda não havia fundamentalismos islâmicos, ah, bons tempos, era só uns nativos que falavam invariavelmente espanhol, e assim. Excelente para ver aos Domingos, típico dia de ressaca: quando começava o episódio, aguentava-se uns minutinhos e o resultado era garantido: uma gajo disparava a correr para a casa-de-banho, e aí despejava com tremendo alívio doses industriais de vomitado. Era uma bela terapia para a "bisícula".


Depois da saga do Padrinho (I, II, III, IV), esta série foi a melhor coisa que se fez dentro do género; género mafioso, quero dizer. As cenas do velho Tony com a psiquiatra são, verdadeiramente, de partir a moca a rir. O gajo era o boss dos mafiosos, matava gente enquanto palitava os dentes mas, coitadinho, tinha uns problemazitos com a sua consciência.
_ "Do you think you're a happy person?" - pergunta a doutora.
_ "Am I happy?" - responde ele, completamente no gozo.
Impagável.


Bom, esta é só a melhor série de sempre, se houvesse um concurso tipo festival da canção para o efeito vídeo. Aquela ruiva, espantosa, lindíssima, mais a sua lindíssima, espantosa mãe; o irmão mais velho, o mais normal de todos eles, o que morre de morte gloriosa - pifou depois de uma queca à traição; o outro irmão, bicha até à raiz dos cabelos, mai-lo seu negro que "ninguém diria" pegasse de empurrão. E depois aquela gente que gravitava por ali, o pai fantasma, o pai substituto, a completamente maluca mulher do irmão mais velho, o "hispânico" que amanhava os cadáveres com maestria e empenho (aquela de "tamponar" os mortos, foi onde aprendi), enfim, uma galeria de personagens e peras, como se costuma dizer. Estragaram tudo com o último episódio, mas pronto, são americanos.


Palavras para quê? É um artista americano e só usa pasta medicinal Couto, que lhe permite ter gengivas fortes e saudáveis. Quem já viu uns 10 episódios da série, já viu todos mas, ainda assim, não deixa de ser uma coisa muito bem esgalhada. Os médicos a sério é que se devem fartar de rir com aquilo tudo. Tomemos como exemplo o que se passa quando alguma coisa "de computadores" ou "de informática" entra em qualquer produção americana: é tudo barrete, de fio a pavio; os ianques julgam que o espectador médio é burro que nem um penedo (e é), de maneira que nem se ralam a contratar alguém que saiba alguma coisa seja do que for. É meia-bola e força. De maneira que, repito, este Dr. House deve estar cheio de tangas, mas enfim, a gente engole aquela merda toda só pela pinta de mal encarado da personagem.




Um apelo, ó: alguém sabe onde é que estão os genéricos das duas melhores séries alguma vez feitas em Português? Falo, evidentemente, de "Bocage" e de "Alves dos Reis". Qualquer coisinha, é usar o e-mail. Gracias.

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15/03/07

Seria um prazer esquecerem-se do teu nome



Claro, sem qualquer rebuço o declaro, não gramo este gajo nem um bocadinho. Não é lá pelo arzinho enfastiado que o tipo arvora, com aquela maneira irritante de exalar o mais profundo desprezo pelo comum dos mortais, em todos os gestos e atitudes; nada disso; quero bem que se foda a pinta de espertinho do bacano, a sua pose de "grand seigneur" das artes, ou da p. que o p. Também não me rala nada que sua excelência fale - quando se digna falar às massas - com a mais superlativa das caganças existentes à face da Terra; é natural, este caramelo é portador de uma síndroma não tão rara quanto isso, mas que na sua pessoa condensa todo o poder de verdadeira patologia, a SPA (síndroma das peneiras agudas).

Foi portanto a esta patologia articulada, e não propriamente ao seu portador e máximo expoente, que foi hoje atribuído mais um premiozito de 20.000 contos por, diz-se no respectivo despacho de pronúncia, caracterizar-se aquela doença pel' "a maestria em lidar com a língua portuguesa, aliada à maestria em descortinar os recessos mais inconfessáveis dos homens, transformando num exemplo de autor lúcido e crítico da realidade literária."

Quer-se dizer: uma maestria, mais outra maestria, soma duas maestrias. Pronto, nesse caso, toma lá vinte milhas e cumprimentos à esposa.

A folha de jornal em que esta coisa espantosa vem embrulhada é um extraordinário exemplo da admiração pacóvia do portuguesito analfabeto por semelhante canastrão, imberbe escrevinhador de anagramas, aldrabão especializado em rabiscos, enfim, esse pobre tonto com o qual me arrisco a gastar todo o meu arsenal de impropérios, em não poupando uns quantos para mais tarde.

E o que me move, afinal, contra tal personagem, hem? Pois é, diz lá, ó Xiramaneco, hã, quem te julgas tu para estar práqui a cagar sentenças contra tão ilustre e premiada cachola?

Ora vamos cá ver. Nada. Não tenho nada contra. Repito: quero bem que o homenzinho se foda, e que seja muito feliz, na companhia dos seus. Mas, foda-se, ó gente incauta de uma cana, então mas não se está mesmo a ver que este gajo é um perigo? Hem? Que me dizeis? Não é? Não tarda nada, lá irá ele de novo para Estocolmo, para a Pensão do costume, até já deve ter uma chapa com o nome na porta do quarto, e pronto, a ver se é desta que pinga o nobelzinho da ordem. Mas não se está mesmo a ver? Agora, com este empurrão institucional no bolso, se calhar ainda lhe dão o diploma e a medalhinha, porra, porra, porra, longe vá o agoiro.

Não é como Português que me envergonharia tal merda, ver este patrício na galeria dos laureados; que se lixe, não é por aí, pois que já bem sabemos que o Nobel da Literatura foi por diversas vezes atribuído a escritores menores, isso é seguro e não aborrece ninguém. O problema reside, aqui para o abaixo não assinado, no facto indesmentível de esta figura em particular não ter nunca escrito fosse o que fosse de jeito, em toda a sua vida, não podendo por isso ser considerado como "escritor", nem maior nem menor. Atribuir-lhe a maior distinção - neste ramo de produção - a nível mundial, seria, a acontecer, um verdadeiro absurdo, uma tragédia de proporções épicas, uma bronca de todo o tamanho. Imagine-se que, um dia mais tarde, daqui a uma ou duas gerações, por exemplo, algum fulano lá do frio nórdico lhe dá para abrir um dos livros do dito cujo. Vai ser um escândalo do caralho! Não custa nada imaginar o tal fulano a entrar espavorido pelos aposentos reais (adentro), lívido, balbuciando num sueco muito pouco habituado a confusões:

_ Alteza, Vossa Majestade perdoará a intromissão... mas... mas... nós, em 2007, entregámos o Prémio Nobel a... como direi... Vossa Alteza sabe... enfim... (como é que hei-de dizer esta merda, bálhamedeus) a um... a alguém que... bom, cá vai: o homem, este Português aqui, este António Não Sei Das Quantas não batia bem da bola. Aí tem Vossa Alteza. Majestade. Sir. Li umas coisas dele, ao princípio nem queria acreditar, peguei num livro, depois noutro, depois outro, folheei não sei quantos, e é isto: não tem ponta por que se lhe pegue, se me permite Vossa Alteza a expressão; aquilo é tudo nhó-nhó-nhó, palavras a esmo, uma pepineira sem qualquer sentido; alguém fez... hum... "coisa" da grossa, lá na academia daqueles tempos, deram-lhe o prémio mas ninguém se deu ao trabalho de ler uma única linha, sei lá bem, nem eu próprio compreendo como pôde uma desgraceira destas acontecer. Uff. Pronto. Já disse. E agora, com sua licença, Majestade, os meus respeitos, venerador, atento e o obrigado, adeusinho.

O Rei da Suécia (ou a Rainha, sabe-se lá quem estará no trono daqui a uns tempos), branco como a cal da parede, vendo seu fiel escudeiro a fugir porta fora, recua de escantilhão e deixa-se cair num largo cadeirão, o queixo descaído, os olhos arregalados de espanto; esmagado pela terrível notícia, Sua Alteza o Rei da Suécia levará ainda algum tempo até conseguir fechar a boca e abri-la outra vez, chamar alguém, acudam, acudam, por favor, mas onde é que vocês estão, ó seus estupores, então não querem lá ver que agora me deixam aqui sozinho com esta porcaria em mãos, quer dizer, fazem a merda e depois aqui o palerma do rei que resolva, cambada de filhos da puta, ai, que não me estou a sentir nada bem.

Ora, portanto, sejamos discretos, deixemos Sua Alteza Real em sossego, deixemo-lo pensar, reflectir na melhor forma de se desenrascar de tão aflitiva embrulhada. Haja respeito pelas ralações alheias.

Cheguemo-nos nós outros aos santinhos de nossa devoção, acorramos em massa às igrejas - de qualquer confissão - e apelemos com fervor à compreensão e ao auxílio divino, nesta hora nefasta, oremos - de rastos, se preciso for - a toda a corte celeste, beatos e milagreiros incluídos, para que tal tragédia não suceda. Ainda vamos a tempo, ó almas de pouca fé! Aquela cena com o rei é só daqui a uns anos, em boa verdade ainda não se passou, mas lá que se arrisca a passar, ah, pois arrisca. Contribuamos assim, com a nossa fé e o nosso empenho colectivo, para que, através da interferência divina, com a preciosa ajuda da inspiração e dos bons pensamentos de Pai, Filho e Espírito Santo, enfim, pronto, que lá os gajos da academia sueca se não ponham com merdas e que caguem positivamente no nosso putativo laureado da literatura 2007 (ou 2008 e seguintes). Salvemos Sua Alteza Real o rei da Suécia de um futuro, inevitável de outra forma, lixadíssimo ataque cardíaco. Poupemo-lo a um fanico dos piores.

Vale a pena o sacrifício. Que seja pelas alminhas de quem já lá mora.




Foto e palavreado: DN

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05/03/07

Cavalgaduras, uma mais-valia lusitana


Filho Da Puta, the Winner of the Great St. Leger, at Doncaster, 1815

Retrato do cavalo: HERRING, John Frederick (1795-1865) aquatinted by Thomas SUTHERLAND (1785-1838)
Citação e digitalização: Donald Heald

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06/01/07

Às vezes, um benfiquista...



... até fica azul.

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16/12/06

Notepad

Os segredos são como os cromos: há os ruins e há os repetidos, que não têm qualquer valor.

O "amor à camisola" ganha outro sainete e outra mística quando esta tem os seguintes dizeres: "Banco Espírito Santo".

A sanha anti-tabágica é de tal forma... assanhada, que ainda havemos de assistir à proibição do "smoking" como traje de gala; e então o mais correcto será levar um fato de risquinhas para qualquer merda de mais cerimónia.

Os condenados à morte vão ter de prescindir do cigarro, como último desejo; agora terão de escolher coisas mais saudáveis, como mascar uma última pastilha-elástica ou beber um último copinho de leite morno, por exemplo. Presume-se que muitos preferirão de imediato o tiro nos cornos.

Há duas espécies de militante anti-aborto: aquele que sabe do que fala e o que finge que não sabe.

Se um grupo de estudantes comer à grande e à francesa, num restaurante, terá direito a não pagar a conta alegando que "não pagamos, não pagamos"?

Quando não gosto de ti, isso quer dizer que não gosto de ti ou apenas que gosto, sim, mas só às vezes?

Existe uma grande diferença entre ser e não ser: depende.

Antigamente, era muito mais fácil e divertido ser engraçado; agora, não apenas é necessário conhecer alguém influente, como ter piada também ajuda.

Qual é o cúmulo do esquecimento? Não me lembro.

O sucesso do poeta varia na razão inversa da sua capacidade gramatical e na directa da sua tolerância ao álcool.

O MEC não passa, afinal, de um gajo "janado", alcoólico e pateta alegre. Foda-se. O cronismo está de luto por causa não de uma mas de três doenças crónicas.

Sempre que me sinto cansado, muito cansado, ponho-me a dormir. Quando estou a cair de sono, mas mesmo exausto, não consigo adormecer. Há aqui alguma coisa que me ultrapassa.

A mulher mais bonita, mais inteligente, mais brilhante e boazona que tive a oportunidade de conhecer, em toda a minha vida, agora é um caco ambulante. Isto deve querer dizer alguma coisa. Investigar os termos "caco", "ambulante" e "boazona".

Todos somos filhos de Deus, mas isso é só em princípio.

Se um ditado popular é a verdadeira voz do povo, será que afinal o povo de vez em quando acerta? Ou deve-se cagar pura e simplesmente para essas coisas, em podendo?

Quando me dói a alma, será certamente porque algo me magoou seriamente. Quando me dói a barriga também, ou isso "é mais bolos"?

Ouve, vou dizer-te uma coisa muito séria: uma coisa muito séria. Topas?

Como se costuma dizer, perguntar não ofende. Mas se eu perguntar, por exemplo, "olha lá, tu és algum filho-da-puta, ou quê", isso ofende ou não ofende? Ah, não? Tá bem.

Epitáfio de Manoel de Oliveira: Cine Qua Non (Cinema Assim, Não).

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02/12/06

Frivolous? Just try to stay quiet while listening...


Over My Shoulder
Looking back over my shoulder
I can see that look in your eye
I never dreamed it could be over
I never wanted to say goodbye

Looking back over my shoulder
With an aching deep in my heart
I wish that we were starting over
Oh instead of drifting so far apart

Everybody told me you were leaving
Funny I should be the last to know
Baby please tell me that I'm dreaming
I just never want to let you go

Looking back over my shoulder
I can see that look in your eye
Turning my heart over and over
I never wanted to say goodbye

I don't mind everybody laughing
But it's enough to make a grown man cry
Cos I can feel you slipping through my fingers
I don't even know the reason why

Every day it's a losing battle
Just to smile and hold my head up high
Could it be that we belong together
Baby won't you give me one more try
One more try

Looking back over my shoulder
I can see that look in your eye
I never dreamed it could be over
I never wanted to say goodbye

Looking back over my shoulder
Oh with an aching feeling inside
Cutting me up, deeper and deeper
Fills me with a sadness that I can't hide

Looking back over my shoulder
I can see that look in your eye
I never dreamed no no it could be over
I never wanted to say goodbye

Looking back over my shoulder
I can see that look in your eye

(lyrics source)

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Colecção Séries a Sério. Genéricos fora das farmácias.


Esta série dos anos 80 foi rebaptizada, em Português, como "A Balada de Hill Street". Claro que "Os Azuis de Hill Street" não ficaria bem, onde já se viu, a bófia a ficar azul de medo, ora essa; também "As Fardas de Hill Street" poderia vir a ter conotações amaricadas, fétiches por uniformes e assim. De maneira que lá ficou a "balada" e agora até parece que soa bem.



Aqui não houve tradução manhosa do título, mas o que não se arranja é a versão original do genérico da série que passou na RTP na década de 60. Mas uma outra (excelente) série, "Law and Order", utilizou a mesma composição de Lalo Schifrin. Pronto, foi isto que se arranjou.




Esta sim, é a versão originalíssima do genérico de uma série super-foleira mas que toda a gente via, sem perder um episódio. Durante anos e anos, as pessoas tiveram de levar com o maior canastrão da História (Martin Landau) e com as montagens, encenações e efeitos especiais mais pindéricos de que há memória. Mas enfim, além de portento de mediocridade e monumento à palermice, é um verdadeiro documento.


Alguns daqueles jovens "irreverentes" já morreram, outros foram de cana e saíram, mas a maioria deve estar hoje cheia de problemas na visícula e com achaques vários, próprios da terceira idade. Além disso, agora sem as urgências hormonais e os ímpetos da juventude, provavelmente estarão distribuindo chapada e taponas em seus jovens, irreverentes netinhos. Curiosamente, nenhum deles ficou famoso.


O mais divertido deste genérico original é o ruído característico dos discos de vinil. Ah, e a letra; a letra é fabulosa. Reminiscências de um passado em que existia um mundo de paz, no qual toda gente era muito boazinha e os maus eram sempre derrotados; isso e o facto extraordinário que sucedia naqueles idos pré-históricos em que se podia fumar em qualquer lado e ainda se podia conversar com uma criança; e tudo sem ter de espreitar por cima do ombro.


Os episódios de "Os Vingadores" não valiam grande coisa, quando comparados com esta extraordinária apresentação. Todos aqueles truques eram levados muito a sério, não apenas pelos actores mas também pelos telespectadores, e notava-se perfeitamente o incrível esforço de imaginação que terá sido necessário para os enjorcar, depois ensaiar e finalmente representar. Aquela do espeto que sai de dentro do chapéu-de-chuva é impagável. Mrs. Emma Peel então, ui ui.


http://www.youtube.com/watch?v=QVLtwfUBPlg
Bonanza
Isto é um cromo repetido, mas vale sempre a pena rever uma coisa assim. Naquelas tardes de Domingo, antes da "Tarde de Cinema" e da TV Rural, o "Bonanza" era a coisa mais animada que se podia imaginar. O mito do "cowboy" justiceiro em todo o seu esplendor, com cenários de cartão onde nunca soprava o vento; ali, naquelas planícies artificiais até ao absurdo, nem os cavalos tinham um cabelo fora do sítio. Eram, de resto, estes os melhores actores em cena.



A jeiteira que este caramelo faria hoje, prestando seus serviços de agente secreto ao Bush, lá pelo Iraque e assim. Ele e a sua não menos esperta colega, a agente 99 (Naitinaine), essa boazona a quem nunca foi dado o devido valor; nunca a deixaram salientar-se como merecia, desvendar um caso ou, no mínimo, mostrar as coxas, que diabo. Mas é claro, já se sabe: é o velho truque da bola de ténis que se mete num buraco de golfe que, afinal, era um gravador...

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24/11/06

Atum fedorento


http://www.youtube.com/watch?v=vpjUOy_epKU

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14/11/06

A mão de Deus



Ao piano, deve(m) ser a(s) mão(s) de Martha Argerich. Que Ele as abençoe.

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O Neil já não é jovem, mas ainda toca

Diz ele que um homem precisa de uma sopeira. Podes crer, meu.

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08/11/06

Dez canções para uma vida (ten lifetime songs)



http://www.geocities.com/decimaterceirapagina/mann.mp3

10. Wise Up, Aimee Man

It's not
What you thought
When you first began it
You got
What you want
Now you can hardly stand it though,
By now you know
It's not going to stop
It's not going to stop
It's not going to stop
'Til you wise up

You're sure
There's a cure
And you have finally found it
You think
One drink
Will shrink you 'til you're underground
And living down
But it's not going to stop
It's not going to stop
It's not going to stop
'Til you wise up

Prepare a list of what you need
Before you sign away the deed
'Cause it's not going to stop
It's not going to stop
It's not going to stop
'Til you wise up
No, it's not going to stop
'Til you wise up
No, it's not going to stop
So just...give up





Tema do filme Magnolia.
Link e "sound object" pirateado de http://unuscausa.blogspot.com/2005/10/magnolia.html
Copy&Paste da letra de http://www.stlyrics.com/lyrics/magnolia/wiseup.htm

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Dez canções para uma vida (ten lifetime songs)



http://www.youtube.com/watch?v=tP7zBdxe0jQ

9. The great gig in the sky, Pink Floyd ("solo" de voz de Claire Torry)

(instrumental)

and I am not frightened of dying, any time will do, i
Dont mind. why should I be frightened of dying?
Theres no reason for it, youve gotta go sometime.
i never said I was frightened of dying.





Copy&Paste da letra de http://www.lyricsfreak.com/p/pink+floyd/the+great+gig+in+the+sky_20108615.html
YouTube: heartbeatpig

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07/11/06

Dez canções para uma vida (ten lifetime songs)



http://www.youtube.com/watch?v=-21QK9F1NWc

8. Angie, The Rolling Stones (voz de Mick Jagger)

Angie, angie, when will those clouds all disappear?
Angie, angie, where will it lead us from here?
With no loving in our souls and no money in our coats
You cant say were satisfied
But angie, angie, you cant say we never tried
Angie, youre beautiful, but aint it time we said good-bye?
Angie, I still love you, remember all those nights we cried?
All the dreams we held so close seemed to all go up in smoke
Let me whisper in your ear:
Angie, angie, where will it lead us from here?
Oh, angie, dont you weep, all your kisses still taste sweet
I hate that sadness in your eyes
But angie, angie, aint it time we said good-bye?
With no loving in our souls and no money in our coats
You cant say were satisfied
But angie, I still love you, baby
Evrywhere I look I see your eyes
There aint a woman that comes close to you
Come on baby, dry your eyes
But angie, angie, aint it good to be alive?
Angie, angie, they cant say we never tried




Autor: Keith Richards
Copy&Paste da letra de http://www.lyricsfreak.com/r/rolling+stones/angie_20117854.html
YouTube: AjDACeM

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Dez canções para uma vida (ten lifetime songs)



http://www.youtube.com/watch?v=-1auRCameVY

7. Dreamer, Supertramp

Dreamer, you know you are a dreamer
Well can you put your hands in your head, oh no!
I said dreamer, you're nothing but a dreamer
Well can you put your hands in your head, oh no!
I said "Far out, - What a day, a year, a laugh it is!"
You know, - Well you know you had it comin' to you,
Now there's not a lot I can do

Dreamer, you stupid little dreamer;
So now you put your head in your hands, oh no!
I said "Far out, - What a day, a year, a laugh it is!"
You know, - Well you know you had it comin' to you,
Now there's not a lot I can do.

Well work it out someday

If I could see something
You can see anything you want boy
If I could be someone-
You can be anyone, celebrate boy.
If I could do something-
Well you can do something,
If I could do anything-
Well can you do something out of this world?

Take a dream on a Sunday
Take a life, take a holiday
Take a lie, take a dreamer
dream, dream, dream, dream, dream along...

Dreamer, you know you are a dreamer
Well can you put your hands in your head, oh no!
I said dreamer, you're nothing but a dreamer
Well can you put your hands in your head, oh no!
OH NO!



Autor: Roger Hodgson
Copy&Paste da letra de http://www.seeklyrics.com/lyrics/Supertramp/Dreamer.html
YouTune: TravisBickle

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Dez canções para uma vida (ten lifetime songs)



http://www.youtube.com/watch?v=8mCsp_mQ8KM

6. If you don't know me by now, Simply Red

If you don't know me by now
You will never never never know me

All the things that we've been through
You should understand me like I understand you
Now girl I know the difference between right and wrong
I ain't gonna do nothing to break up our happy home
Oh don't get so excited when I come home a little late at night
Cos we only act like children when we argue fuss and fight

If you don't know me by now (If you don't know me)
You will never never never know me (No you won't)
If you don't know me by now
You will never never never know me

We've all got our own funny moods
I've got mine, woman you've got yours too
Just trust in me like I trust in you
As long as we've been together it should be so easy to do
Just get yourself together or we might as well say goodbye
What good is a love affair when you can't see eye to eye, oh

If you don't know me by now (If you don't know me)
You will never never never know me (No you won't)
If you don't know me by now (You will never never never know me)
You will never never never know me (ooh)





YouTube: ooFOREVERoooYELLOWoo
Música e letra: Harold Melvin & The Blue Notes
Copy&Paste da letra de http://www.stlyrics.com/lyrics/americanpsycho/ifyoudontknowmebynow.htm

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Dez canções para uma vida (ten lifetime songs)



http://www.youtube.com/watch?v=JB0GwnFVtGA

5. Soon The Light, Yes (voz de Jon Anderson)

Soon, oh soon the light,
Pass within and soothe this endless night
And wait here for you,
Our reason to be here.

Soon, oh soon the time,
All we move to gain will reach and calm;
Our heart is open,
Our reason to be here.

Long ago, set into rhyme.
Soon, oh soon the light,
Ours to shape for all time,
Ours the right;
The sun will lead us,
Our reason to be here.

Soon, oh soon the light,
Ours to shape for all time,
Ours the right;
The sun will lead us,
Our reason to be here.





Letra e Música: (The Gates of Delirium) Anderson/Howe/Moraz/Squire/White
Vídeo: pazu7
Copy&paste da letra de http://www.yesworld.com/lyrics/Relayer.html

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Dez canções para uma vida (ten lifetime songs)



http://www.youtube.com/watch?v=VkDucwH90mI

4. Morning has broken, Cat Stevens

Morning has broken, like the first morning
Blackbird has spoken, like the first bird
Praise for the singing, praise for the morning
Praise for the springing fresh from the world

Sweet the rain's new fall, sunlit from heaven
Like the first dewfall, on the first grass
Praise for the sweetness of the wet garden
Sprung in completeness where his feet pass

Mine is the sunlight, mine is the morning
Born of the one light, Eden saw play
Praise with elation, praise every morning
God's recreation of the new day



Música para piano (a partir de uma canção de Natal): Rick Wakeman
Letra: Eleanor Farjeon
Copy&paste da letra de http://www.allspirit.co.uk/morning.html

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Dez canções para uma vida (ten lifetime songs)



http://www.rickneves.com.br/80way.wmv



3. Fascinação, Elis Regina

Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar
Tonto de emoção
Com sofreguidão mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende,
Inebria,
Entontece
És fascinação
Amor.




Música: F.D. Marchetti, M. de Feraudy
Versão: Armando Louzada
Vídeo: Rick Neves
copy&paste da letra de http://ant-augusto.spaces.live.com/blog/cns!ABCB6400704595E6!272.entry

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Dez canções para uma vida (ten lifetime songs)


http://www.youtube.com/watch?v=J0tHNuTZdTA

2. The Fool on the Hill, The Beatles (voz de Paul McCartney)

Day after day alone on the hill
The man with the foolish grin
is keeping perfectly still
But nobody wants to know him
They can see that he's just a fool
And he never gives an answer

But the fool on the hill
sees the sun going down
And the eyes in his head
See the world spinning round

Well on the way, his head in a cloud
The man of a thousand voices
is talking perfectly loud
But nobody ever hears him
Or the sound he appears to make
And he never seems to notice

But the fool on the hill
sees the sun going down
And the eyes in his head
See the world spinning round

Oh, round, round, round, round, round
And nobody seems to like him
they can tell what he wants to do
And he never shows his feelings

But the fool on the hill
sees the sun going down
And the eyes in his head
See the world spinning round

Oh, round, round, round, round, round
And he never listen to them
He knows that they're the fools
But they don't like him

The fool on the hill
sees the sun going down
And the eyes in his head
See the world spinning round

Oh, round, round, round, round, round
oh




Letra: Paul McCartney
Música: Lennon/McCartney
copy&paste da letra de http://www.stevesbeatles.com/songs/the_fool_on_the_hill.asp
Vídeo: GearFAb

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Dez canções para uma vida (ten lifetime songs)


http://www.youtube.com/watch?v=JafhJDcb518

1. Raindrops keep falling on my head, B. J Thomas

Raindrops keep fallin' on my head
And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothin' seems to fit
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'

So I just did me some talkin' to the sun
And I said I didn't like the way he got things done
Sleepin' on the job
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'

But there's one thing I know
The blues they send to meet me won't defeat me
It won't be long till happiness steps up to greet me

Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me

[trumpet]

It won't be long till happiness steps up to greet me

Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me




Letra e Música:Hal David/Burt Bacharach
copy&paste da letra de http://www.stlyrics.com/lyrics/forrestgump/raindropskeepfallingonmyhead.htm)
Vídeo: tmeyers

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