Odi profanum vulgus et arceo
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21/03/07

Coisas que me emocionam profundamente

Ouvir, na televisão, um oficial da Armada portuguesa elucubrando sobre a "praia-mar". A cada novo "praia-mar" do sr. oficial, confesso, até me vêm as lágrimas aos olhos, tal é a emoção.

Ver, na televisão, o Emanuel aos pulinhos por ter ganho o "festival da canção" com a maior pimbalhada de todos os tempos. Parte-se-me o coração, de tão comovido.

Ler, nos jornais, a preocupação pressurosa (e um pouco sebosa, convenhamos) da nossa classe jornalística, a propósito da saúde periclitante de Jerónimo de Sousa, esse excelente dinossauro. Com merdas assim, eu cá é logo baba e ranho.

Ouvir e ver, em tudo quanto é lado, nosso Primeiro a dar uma de gajo porreiro e muito preocupado com a bendita saúdinha. Lembra-me logo aquela coisa altamente bichona do "work-out" e pronto, quedo-me assim, ó.

Ver, pues que en la pantalla, a Odete Santos declamando umas cenas, com um salero do caralho, tipo perna aberta e assim. Ah, a poesia, a poesia! O respectivo dia mundial que hoje passa, e tal, ah, ah.

Ouvir, no andar de cima, a puta da velha a arrastar móveis, enquanto arruma a casa pela duocentésima milésima vez. Com essa merda, fico tão emocionado que até amarinho pelas paredes.

Ler, numas coisas que têm capa e folhas, a ver se não me esqueço, o paleio de chacha do ALA. Imagino-o lá pelas suécias, à espera do prémio, coitadinho, com aquele frio de um caralhoqueofoda.

Ouvir, à nossa juventude, essa puta dessa espécie de candidatos ao genocídio, falando o seu dialecto preferido, mescla de mau Português e de péssimo Inglês. Aquilo é de arrumar qualquer um, de tão espiritual e cretino. Ya, chuif.

Saber, de fonte segura, que Portugal há-de continuar a ser o país mais atrasado da Europa, mas com o povo mais contentinho da vida que existe no mundo. É que nem os brasileiros nos batem nessa, chiça.

Ouvir e ler altos espingardanços contra a licença de isqueiro do Salazar e agora ter de ir tirar uma licença para dar banho à minhoca, vulgo pescar. Com a mais profunda emoção o digo: vão prá puta que vos pariu!

Assistir, com cerveja e tremoços, à peixeirada que vai pelo Largo do Caldas, na sede do CDS (Casa Da Sogra ou Centro Das Sopeiras?). Aquela Senhora, a Mizé, a que é linda de morrer, o que diabo andará por ali a fazer?

Ter tomado conhecimento, pelas vias competentes, de que Gabriel Alves foi despedido a chuto da RTP. Caralho! Finalmente! Aleluia! Ai, que ainda me dá uma coisa. Ah, ah, ah, ah. Aguenta, coração!

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15/03/07

Seria um prazer esquecerem-se do teu nome



Claro, sem qualquer rebuço o declaro, não gramo este gajo nem um bocadinho. Não é lá pelo arzinho enfastiado que o tipo arvora, com aquela maneira irritante de exalar o mais profundo desprezo pelo comum dos mortais, em todos os gestos e atitudes; nada disso; quero bem que se foda a pinta de espertinho do bacano, a sua pose de "grand seigneur" das artes, ou da p. que o p. Também não me rala nada que sua excelência fale - quando se digna falar às massas - com a mais superlativa das caganças existentes à face da Terra; é natural, este caramelo é portador de uma síndroma não tão rara quanto isso, mas que na sua pessoa condensa todo o poder de verdadeira patologia, a SPA (síndroma das peneiras agudas).

Foi portanto a esta patologia articulada, e não propriamente ao seu portador e máximo expoente, que foi hoje atribuído mais um premiozito de 20.000 contos por, diz-se no respectivo despacho de pronúncia, caracterizar-se aquela doença pel' "a maestria em lidar com a língua portuguesa, aliada à maestria em descortinar os recessos mais inconfessáveis dos homens, transformando num exemplo de autor lúcido e crítico da realidade literária."

Quer-se dizer: uma maestria, mais outra maestria, soma duas maestrias. Pronto, nesse caso, toma lá vinte milhas e cumprimentos à esposa.

A folha de jornal em que esta coisa espantosa vem embrulhada é um extraordinário exemplo da admiração pacóvia do portuguesito analfabeto por semelhante canastrão, imberbe escrevinhador de anagramas, aldrabão especializado em rabiscos, enfim, esse pobre tonto com o qual me arrisco a gastar todo o meu arsenal de impropérios, em não poupando uns quantos para mais tarde.

E o que me move, afinal, contra tal personagem, hem? Pois é, diz lá, ó Xiramaneco, hã, quem te julgas tu para estar práqui a cagar sentenças contra tão ilustre e premiada cachola?

Ora vamos cá ver. Nada. Não tenho nada contra. Repito: quero bem que o homenzinho se foda, e que seja muito feliz, na companhia dos seus. Mas, foda-se, ó gente incauta de uma cana, então mas não se está mesmo a ver que este gajo é um perigo? Hem? Que me dizeis? Não é? Não tarda nada, lá irá ele de novo para Estocolmo, para a Pensão do costume, até já deve ter uma chapa com o nome na porta do quarto, e pronto, a ver se é desta que pinga o nobelzinho da ordem. Mas não se está mesmo a ver? Agora, com este empurrão institucional no bolso, se calhar ainda lhe dão o diploma e a medalhinha, porra, porra, porra, longe vá o agoiro.

Não é como Português que me envergonharia tal merda, ver este patrício na galeria dos laureados; que se lixe, não é por aí, pois que já bem sabemos que o Nobel da Literatura foi por diversas vezes atribuído a escritores menores, isso é seguro e não aborrece ninguém. O problema reside, aqui para o abaixo não assinado, no facto indesmentível de esta figura em particular não ter nunca escrito fosse o que fosse de jeito, em toda a sua vida, não podendo por isso ser considerado como "escritor", nem maior nem menor. Atribuir-lhe a maior distinção - neste ramo de produção - a nível mundial, seria, a acontecer, um verdadeiro absurdo, uma tragédia de proporções épicas, uma bronca de todo o tamanho. Imagine-se que, um dia mais tarde, daqui a uma ou duas gerações, por exemplo, algum fulano lá do frio nórdico lhe dá para abrir um dos livros do dito cujo. Vai ser um escândalo do caralho! Não custa nada imaginar o tal fulano a entrar espavorido pelos aposentos reais (adentro), lívido, balbuciando num sueco muito pouco habituado a confusões:

_ Alteza, Vossa Majestade perdoará a intromissão... mas... mas... nós, em 2007, entregámos o Prémio Nobel a... como direi... Vossa Alteza sabe... enfim... (como é que hei-de dizer esta merda, bálhamedeus) a um... a alguém que... bom, cá vai: o homem, este Português aqui, este António Não Sei Das Quantas não batia bem da bola. Aí tem Vossa Alteza. Majestade. Sir. Li umas coisas dele, ao princípio nem queria acreditar, peguei num livro, depois noutro, depois outro, folheei não sei quantos, e é isto: não tem ponta por que se lhe pegue, se me permite Vossa Alteza a expressão; aquilo é tudo nhó-nhó-nhó, palavras a esmo, uma pepineira sem qualquer sentido; alguém fez... hum... "coisa" da grossa, lá na academia daqueles tempos, deram-lhe o prémio mas ninguém se deu ao trabalho de ler uma única linha, sei lá bem, nem eu próprio compreendo como pôde uma desgraceira destas acontecer. Uff. Pronto. Já disse. E agora, com sua licença, Majestade, os meus respeitos, venerador, atento e o obrigado, adeusinho.

O Rei da Suécia (ou a Rainha, sabe-se lá quem estará no trono daqui a uns tempos), branco como a cal da parede, vendo seu fiel escudeiro a fugir porta fora, recua de escantilhão e deixa-se cair num largo cadeirão, o queixo descaído, os olhos arregalados de espanto; esmagado pela terrível notícia, Sua Alteza o Rei da Suécia levará ainda algum tempo até conseguir fechar a boca e abri-la outra vez, chamar alguém, acudam, acudam, por favor, mas onde é que vocês estão, ó seus estupores, então não querem lá ver que agora me deixam aqui sozinho com esta porcaria em mãos, quer dizer, fazem a merda e depois aqui o palerma do rei que resolva, cambada de filhos da puta, ai, que não me estou a sentir nada bem.

Ora, portanto, sejamos discretos, deixemos Sua Alteza Real em sossego, deixemo-lo pensar, reflectir na melhor forma de se desenrascar de tão aflitiva embrulhada. Haja respeito pelas ralações alheias.

Cheguemo-nos nós outros aos santinhos de nossa devoção, acorramos em massa às igrejas - de qualquer confissão - e apelemos com fervor à compreensão e ao auxílio divino, nesta hora nefasta, oremos - de rastos, se preciso for - a toda a corte celeste, beatos e milagreiros incluídos, para que tal tragédia não suceda. Ainda vamos a tempo, ó almas de pouca fé! Aquela cena com o rei é só daqui a uns anos, em boa verdade ainda não se passou, mas lá que se arrisca a passar, ah, pois arrisca. Contribuamos assim, com a nossa fé e o nosso empenho colectivo, para que, através da interferência divina, com a preciosa ajuda da inspiração e dos bons pensamentos de Pai, Filho e Espírito Santo, enfim, pronto, que lá os gajos da academia sueca se não ponham com merdas e que caguem positivamente no nosso putativo laureado da literatura 2007 (ou 2008 e seguintes). Salvemos Sua Alteza Real o rei da Suécia de um futuro, inevitável de outra forma, lixadíssimo ataque cardíaco. Poupemo-lo a um fanico dos piores.

Vale a pena o sacrifício. Que seja pelas alminhas de quem já lá mora.




Foto e palavreado: DN

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08/03/07

Um dos erros que mais se cometem

Era um dos que se encontrava na taberna de Rufo quando ele fizera o seu discurso de candidatura.
Mário de Carvalho, Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde, ed. Caminho, 4ª ed.,1996

Os estudiosos da língua portuguesa que referi apresentam exemplos da utilização do singular em vez do plural em diversos escritores, tais como:
a) Damião de Góis: Uma das coisas que mais me espantou desde o tempo que comecei a revolver livros foi a demasiada negligência dos cronistas destes reinos;
b) Frei Luís de Sousa: Esta cidade foi uma das que mais se corrompeu da heresia;
c) Padre António Vieira: Uma das coisas que muito agradou sempre a Deus em seus servos, foi a peregrinação...;
d) Simão de Vasconcelos: E uma das coisas que muito alegrou ao novo visitador foi...;
e) Padre Manuel Bernardes: Uma das coisas que derrubou Galba do Império foi tardar algum tanto;
f) Júlio Dinis: O reitor foi um dos que mais se importou com a preocupação do homem;
g) Camilo Castelo Branco: Acurvado sobre a mesa esconsa de seu lavor mercantil, era, aí mesmo, um dos primeiros homens doutos que escrevia em português sem mácula;
h) Alexandre Herculano: Um dos nossos escritores modernos que mais abusou do talento, e que mais portentos auferiu do sistema....;
i) Aquilino Ribeiro: O bispo de Silves foi um dos que caiu no erro funesto.;
j) Fernando Namora: O homem fora um dos que não resistira a tal sortilégio.;
l) João Ribeiro: Foi um dos poucos do seu tempo que reconheceu a originalidade e a importância da literatura brasileira.

Maria Regina Rocha, Ciberdúvidas da Língua Portuguesa

Mas, ó bálhamedeus, será por alguns autores escreverem com erros que esses erros deixam de o ser?

Quem já leu, por exemplo, a correspondência de Fernando Pessoa, sabe perfeitamente que aquela pessoa escrevia bem... mal, quando utilizava a escrita como simples instrumento de comunicação; sabe-se lá se alguém mais habilitado, alguma obscura figura que não consta de biografia nenhuma, não corrigiria o Português de nosso Nandinho, antes de lhe seguirem os textos para a tipografia.

Toda a gente com um mínimo de gosto, e com uma bagagem de leituras equivalente a quaisquer duas malas das antigas, conhece pelo menos um autor que é cada tiro cada melro (Lobo Antunes, por exemplo), cada bacorada cada prémio (por exemplo, Lobo Antunes), e não é por isso que os tiros na gramática deixam de matar a Língua, os melros linguísticos abatidos deixam de ser negros, as bacoradas deixam de ser bacoradas e os prémios deixam de ser injustos.

Quantas vezes vemos, ouvimos e lemos, nós outros, os pategos, coisas tão estapafúrdias como "concerteza" (uma das palavras que não existem, mas que se gasta ao desbarato), ou como "derivado a" (uma expressão daquelas que nem merecem comentários, tal é a frequência com que é utilizada).

As minhas patentes dificuldades com a utilização academicista de gramáticas e de prontuários impede-me de tecer considerações a respeito daquilo que é óbvio, nomeadamente pelo facto de eu próprio cometer minha bacoradazita, volta e meia, sem que daí advenha qualquer mal ao mundo. Trata-se, quando muito, em sucedendo tal coisa, de proceder a uma manobra soviética: voltar atrás, regressar ao passado, empreender conscienciosa caça à gralha, batida à bacorada, largar a canzoada linguística às canelas do erro escorregadio, persegui-lo até à morte e exterminá-lo à vista sem qualquer piedade.

Ainda há dias me entretive a desportivamente caçar um texto meu pejado de erros, até no título tinha, aquela merda. Pois bem, não há que enganar: corrija-se e republique-se. Calão não é vernáculo, e vice-versa; vernáculo é rigorosamente o contrário de calão, ao invés do que muita gente pensa, e eu também "pensava" quando escrevi tal cagada. Como se vê, eu sou um daqueles que cometem erros, um dos que dão calinadas, um dos que - não se importando de o reconhecer e corrigir - se ralam com a escrita e seu formalismo, para além do respectivo catitismo.

Portanto, pentelhai à vontade, pentelhai e tornai a pentelhar, aqui, e além, e ainda mais longe, neste, e naquele e naqueloutro, pentelhai para sempre, pentelhai perdidamente. Ora aí está uma daquelas coisas que me dão muito jeito, por sinal. Quanto aos outros, salvo seja, a qualquer outro, quero bem que se fodam e se foda, respectivamente: é uma coisa que não me rala nada, eviscerar a escrita do mais pintado.

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03/03/07

Sopa de letras



A receita pode variar, mas o caldo é sempre o mesmo, por assim dizer. Uma coisa é alguém assinar com FJV, JPP, VJS, VGM ou MEC, por exemplo, ou ainda, vá lá, como EPC, outra bem diferente é rubricar umas coisinhas pífias que mais fazem lembrar formato de ficheiro, seja ZZU, no caso; como poderia ser ZDI, de Zé Das Iscas, ou FDT, de Fulano De Tal, gente de somenos e que não conta para nada.

Mas afinal, quem é que vem a ser esse tal ZZU? Quem se julgará ele? Olha, olha, então não querem lá ver, já a formiga tem catarro, mas qual Z e qual Z e qual carapuça, isto não vai lá com umas iniciais quaisquer, isso é que era bom. Que se diga um chorrilho de asneiras ou que se tergiverse infindavelmente, pois com certeza, está muito bem, se aquilo vem cunhado com griffe de autor, as três iniciaizinhas consagradas, pois sim, é uma porcaria mas é porcaria da boa, caso não fosse - por exclusão de partes - o que estariam ali a fazer as três letrinhas, aquelas e não outras quaisquer, aquelas que toda a gente conhece? Se não presta, mas vem consagrado, então já presta e é por isso mesmo, de novo, consagrado como obra-prima, primor de redacção, verdadeira pechincha de ironia e fino recorte.

O hábito de ler, que é extremamente raro em Portugal, modificou-se de uma forma surpreendente para a generalidade daqueles que ainda o fazem: o português consumidor de letras começa sempre a ler de baixo para cima, isto é, tomando primeiro conhecimento das iniciais do autor, e só depois, caso aquelas interessem, é que optará por uma de duas hipóteses: ou ler na diagonal ou ler a salto de cavalo, quer dizer, uma coisinha aqui e outra ali, os títulos e subtítulos, quando não apenas o primeiro e o último parágrafos. Esta agilíssima técnica de tresleitura permite assim, ao dito consumidor, por um lado não se ralar muito com os detalhes e por outro ficar detentor daquilo a que se costuma chamar "uma ideia geral"; polvilhado com uns conhecimentozinhos nominais de tudo e mais alguma coisa, como é seu costume e hábito, fica por conseguinte o típico leitor português habilitado a debitar opiniões e a tecer considerandos a respeito de qualquer assunto, desde a teoria literária que se pode detectar no discurso de ALA ou do seu homólogo militar, ARE, aquele das suíças, à influência cubista na obra de Luís Pereira de Sousa (LPS). Não interessa rigorosamente para nada que este último nunca tenha publicado coisa alguma, e que se diga mesmo por aí à boca pequena não saber ele sequer ler, quanto mais escrever, porque o facto é que possui, reconheçamo-lo, um belíssimo trio de iniciais e, portanto, se não escreve é porque não quer e está no seu pleno direito.

Outro tanto sucede com alguns dos autores da nossa praça, os quais, depois de consagradas as respectivas iniciais, bem podem nunca mais na vida esgalhar a mais singela das frases. E o pior, se pior ainda é possível, é isto ser caso raro, porque a maioria desses tais consagrados se considera na obrigação de nos presentear regularmente com o brilhantismo do seu pensamento, a argúcia da sua visão existencialista, a elegância do seu estilo redactorial e coisas que tais. Não valeria a pena estarem agora a incomodar-se, mas enfim, alguém que lhes vá lá dizer isso, os manufactores de pessegada - vulgo, fazedores de opinião - estão-se bem ralando para os apetites do rebanho.

Quando eu, que assino 001 (ZZU), escrevo umas coisinhas de jeito, por vezes muitíssimo bem esgalhadas, que até me mijo a rir quando as leio mais tarde, pois bem, que se foda, esta merda é aqui um deserto do caralho, só meia-dúzia de maluquinhos cá vêm às vezes espreitar. Pois, senhores, se no dia seguinte as mesmas merdas aparecem num blog qualquer, devida e competentemente recicladas, aí é um ai jesus, e ohs de admiração, e expressões de espanto sortidas. Isto assim é uma merda, devo confessar. Ainda há dias recebi por e-mail um texto do VGM sobre o Ensino e... caralhosmafodam se não escrevi aqui as mesmíssimas merdas, vai para uns tempos. Só que, lá está, o Vasco Graça Moura é o VGM e o 001 é o ZZU. Portanto, fodeu.

Outra. Ando eu aqui há séculos a pregar (do verbo pregar, aquilo que fazia Santo António aos peixes) sobre os perigos do antitabagismo; vai-se a ver, ninguém ligou meia aos meus mais do que avisados avisos, e agora é aquilo que se vê, não há cão nem gato que não diga as mesmas porras, por outras palavras ou com as mesmas, sem tirar nem pôr. Que o Altíssimo vos desse com uma marreta nos cornos, seus caras de caralho, tunga, à força toda! Agora, ides mas é fumar barbas de milho com a cabeça enfiada na retrete, se não quiserdes ir parar à cadeia. Doravante, com os documentozinhos legais que acabaram desgraçadamente de sair, ides não apenas ter de viver até aos 150 anos, com saúde até aqui, ó, como ainda tereis de bufar os nomezinhos de todos os criminosos que vistes a puxar umas fumaças. Não ligastes ao que eu vos andei a dizer durante anos a fio, lá porque eu não tenho umas iniciais jeitosas, e agora estais todos bem fodidos, ides gramar com uns gajos a dar na veia ao vosso lado, em tudo quanto é sítio, mas não podereis jamais acender o cigarrito, nem que seja para espantar o nervoso ou porque vos morreu alguém de família.

É por estas e por outras que estou a pensar seriamente em mudar de nome ou, ao menos, de sigla. Quem sabe, talvez uma coisa assim mais sonante, tipo CVC (Carlos Vaz de Carvalho), que é não só sonante como até capicuante; ou talvez algo mais amaricado, que isso também está a dar, sei lá, DVD (David Vilarinho Darque, ou o caralho que o foda), hem, outra capicua abichanada, como convém, que me dizeis vós outros?

Pois, seus coninhas, não dizeis nada, não é? Estais para aí mudos que nem umas putas de umas múmias e eu aqui deste lado a tratar conscienciosamente dos vossos interesses, ingratos do caralho. Se calhar, preferíeis que eu adoptasse uma sigla de duas letrinhas, não? Bem, é um caso a considerar.

Há-de haver, de resto, alguma relação causal entre a qualidade e o número de autores com três e aqueles que apenas possuem duas iniciais: veja-se os casos de EQ, mais antigo, venerando escritor, ou de NR, este bastante mais modernista, enciclopedicamente cabotino, e compare-se a sua popularidade e o número de vezes em que são citados com os equivalentes de quem possui nome e dois apelidos, ou dois nomes e apelido, ou mesmo três apelidos. Então não se vê logo? Não tem nada a ver. Por outro lado, pensando bem, se o próprio Álvaro Cunhal (AC) até de pseudónimo usava só duas letras (MT), e se mesmo de alcunha também (MB, de Mula Branca), pois quem sou eu para questionar semelhante cachola. E o FP, esse fino apreciador de cocaína. O MS, o AG, o próprio JC, a MT de Inglaterra, essa rija e colhuda senhora, o grande JS, escritor americano. Assim de repente, afinal vejo que há uma data de nomezinhos fixes só com duas iniciais.

Pois, é uma hipótese a considerar, em vez de trio. Se calhar, ainda vira moda: RG, AP, LM, ST, ou assim. Ora foda-se. Parecem marcas de tabaco.

Hum. Não sei bem. Vou pensar nisso.


Foto: USA Kulinarische (culinária americana, em Alemão; fosga-se!)

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21/02/07

The envelope

"Are you jesting?" asked Govinda.
"No, I'm telling what I have discovered. Knowledge can be communicated, but not wisdom. One can find it, live it, but one cannot communicate and teach it. I suspected this when I was a youth and it was this that drove me away from teachers. There is one thought I have had, Govinda, which you will again think is a jest or folly; that is, in every truth the opposite is equally true. For example, a truth can only be expressed and enveloped in words if it is one-sided. Everything that is thought and expressed in words is one-sided, only half the truth; it all lacks totality, completeness, unity."

Hermann Hesse, Siddhartha, Bantam Books, Toronto, Jul 1971
transl. Hilda Rosner, ISBN 0-553-20884-5

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14/09/06

A angooostia...

... que se esconde por detrás desta pesquisa: http://pesquisa.sapo.pt/searchTop?barra=mundial&chan=&channel=2005&t=0&txtTexto=&q=crian%E7as%20que%20sofrem%20de%20cancro.

"Crianças que sofrem de cancro".

Meu Deus. Que ser-humano só, que desespero, que angústia tremenda, que medo e horror, horror e medo, que dedos frementes buscarão respostas para tais perguntas? Apelos virtuais? O pânico de não saber o que fazer?

2370 resultados, é o que a máquina dá, esta coisa automática. Não é sequer uma resposta, mas é incomparavelmente melhor do que nada.

O silêncio, o vazio absoluto, há-de ser muito pior.

Não sei. Essa criança não é minha. Mas este resultado aqui, eu, quem estas parvoices escreve, o 10º da 1ª página de pesquisa, trocaria de boa vontade de lugar com essa criança. Há pesquisas que dão resultados mas que nunca deveriam ser feitas. E há outras que deviam dar e não dão: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=%22Deus+%C3%A0s+vezes+%C3%A9+mau%22&meta=.

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29/07/06

Ich bin ein Jude







Hatikva ("The Hope")
As long as deep in the heart,
The soul of a Jew yearns,
And forward to the East
To Zion, an eye looks
Our hope will not be lost,
The hope of two thousand years,
To be a free nation in our land,
The land of Zion and Jerusalem.



Fontes: Encarta, www.national-anthems.net (Japan), science.co.il

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23/07/06

Grandes vultos da história I(*)

Galeria de personagens ilustres, pensadores, filósofos, artistas e assim, com breves resenhas biográficas






Pato Donald
Nacionalizado como "Pato Donale", notabilizou-se pelo discurso extremamente frenético e pela dicção curiosa que serviu de inspiração a diversos políticos portugueses, como Cavaco Silva ou Marques Mendes. Verdadeiro ícone da arte da ventriloquia, ficará para sempre na nossa memória colectiva e imaginário idem, como soe dizer-se, pela maneira originalíssima como repetidamente dizia sim (xim) e como se ria (cué-cué-cué).



Peninha
Talvez o mais injustiçado e por vezes mesmo esquecido dos nossos heróis. Pouco se sabe do Peninha, de onde veio, o que é feito dele, o que fazemos aqui, mas todos nos lembramos da sua extrema sensibilidade e fino trato, a sua proverbial falta de higiene e a sua famosa constipação renitente (brrr! atchou!). Marcante, a sua expressão de admiração e surpresa, Uai, é mesmo?, bem como o correspondente "não djiga", ainda hoje fundamentos temáticos da verdadeira investigação jornalística. Foi também o inventor do choro compulsivo (Uiiiiim) e do susto que se apanha (Arrgnh).



Maga Patalógica
Referência obrigatória para qualquer Primeira Dama que se preze, de Barbara Bush a Manuela Eanes, passando pela actual Maria, esta princesa da prestidigitação não foi capaz nunca de fazer mal a uma mosca e prezava "acima de tudo" os cuidados de beleza a que obrigava a sua extrema elegância, e vice-versa. Criadora do célebre referente expressivo Uau, significando extrema admiração, mais tarde adaptado por diversos artistas nacionais. Criadora de neologismos geniais como Cabum, Crash, Zapum e Tchrrac.



Pateta
Baptizado Goofy e cachorro de nascimento, nosso Pateta é a verdadeira expressão da inteligência e do desenrascanço tipicamente portugueses. A ele se devem expressões lapidares, hoje em dia muito em voga, como Glup, a bem dizer, "ó diacho", ou Burp (eructação, arroto), ou ainda a mais conhecida Chlep, expressão de delícia quando, por exemplo, lhe oferecem alguns amendoins, a base da sua alimentação.



Tio Patinhas
O verdadeiro ícone da modernidade, sempre viveu enterrado em dinheiro, na sua casa-forte de Patópolis. Conhecido por ser extremamente generoso e por ter excelente feitio, viu ser-lhe roubada a imagem de marca, abusivamente utilizada pelos Estados Unidos da América, enquanto símbolo nacional. A ele se deve a expressão Ué, cadê meu dinheiro?, ainda hoje utilizada por estadistas em todo o mundo civilizado. Célebres também as formas como manifestava indignação (Quack!) ou surpresa (Quaaack!!!).


(Imagens, por ordem de entrada em cena: atlas.kennesaw.edu, www.universohq.com, www.saa.com.br, joka-landa-producoes.tripod.com, www.planetadeagostini.pt)
(*)- Não continua. Isto é só assim mesmo, capítulo único. Pensamos que não ficaria bem misturar personagens menores, "tipo" Otelo ou Cunhal, nesta galeria de figuras distintas. Ficará talvez para mais tarde, havendo pachorra, em outra galeria, então mais dedicada a verdadeiros cromos.

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09/07/06

SMS em Chinês

Deve ser lixado. Ou em Japonês, ou em Árabe, por exemplo. Há-de ser bonito escrever coisas como "qd xegars tlf meu 22" ou "k raio s passa? pq n ligas dd ontem?".

Com escritas "pictóricas", palpita-me que não deve ser mesmo nada fácil mas, ainda assim, não tão difícil como ir para a Somália vender dietas de emagrecimento, pregar o Evangelho na Arábia Saudita ou convencer Cavaco Silva a comer de boca fechada e, já agora, a fazer o mesmo quando fala.

Se alguém quiser tentar - a primeira das dificuldades extremas, não as outras - pode sempre, armado da respectiva paciência, usar o serviço chinês ecall China. Deve ser barato, ou praticamente de borla. Não sei ao certo, porque ando muito esquecido do meu Mandarim.

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10/06/06

Os sete pecados mortais

Gula Avareza Ira Orgulho Inveja Preguiça Luxúria

Gula Ira Orgulho
Este miúdo tem nove ou dez anos e uma colecção de cromos para acabar. Merece portanto toda a confiança, e além do mais não passa de um garoto.

_ Levas estes meus quarenta e quatro repetidos, escolhes os que quiseres e depois entregas-me quarenta e quatro cromos, com repetidos dos teus.

Uns dias depois, recebo o mesmo envelope, com 38 cromos, alguns deles repetidos duas, três, quatro vezes.

_ Merecias era um estalo na cara, seu puto reguila - penso eu, de mim para mim, porque se é proibido dizê-lo, muito mais é fazê-lo.

Os pais da criança, com olhares de desafio, gabam em volta a esperteza de seu rebento.

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07/06/06

Os sete pecados mortais

Gula Avareza Ira Orgulho Inveja Preguiça Luxúria

Preguiça
Por alguma razão, balançou, rodou ligeiramente, um canto bateu na parede, ficou esmilhado, por fim despenhou, partiu a meio de encontro ao lavatório, e numa fracção de segundo o espelho desfez-se em estilhaços no chão de ladrilhos, centenas de espelhinhos minúsculos, e cacos, e poeira de vidro por todo o lado.

A senhora foi buscar a pá, a vassoura. Pela primeira vez em muitos anos varreu, mais ou menos, quase todos os destroços e algum do lixo acumulado. O tapete, que em tempos tinha sido branco, rebrilhava agora estranhamente, como se estivesse coberto de lantejoulas. Pegou nele e foi dependurá-lo no estendal, com duas molas de roupa.

O vento se encarregaria de o sacudir.

_ Graças a Deus, há o vento - disse.

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05/06/06

Olha!

Alguém como eu
Budismo
Se não te portas bem, na próxima reencarnação, és uma barata. (mote)

Glosas
Se a tua vida corre mal, é porque estás a pagar as patifarias que fizeste na tua vida anterior.

Se a tua vida corre bem, não te excites muito porque na próxima estás lixado.

Se cheiras mal dos pés, é porque andaste por maus caminhos desde que reencarnaste.

Se cheiras mal da boca, é porque não só mas também.

Se partiste uma perna, com fractura exposta, podes estar descansado porque isso daqui a trinta anos não é nada.

Se te achas muito infeliz, atenta na vida que levam as larvas da couve galega.

Se estás feliz, põe-te a pau com aquilo que aí vem.

Se tens saúde, isso não augura nada de bom e vais certamente desencarnar em breve.

Se não tens saúde, toma um chá de cidreira e espera que o problema passe.

Se és uma pessoa bafejada pela sorte, bem podes esperar pela pancada na próxima vida.

Se te julgas o gajo com mais galo à superfície da Terra, acredita que na próxima vida vais ter toda a sorte do mundo.

Se desejas mal a teu vizinho, podes crer que esse mal te vai cair em cima, se não for antes o vizinho.

Se teu vizinho te quer mal, se te mói o juízo, não te rales, paz e amor, caga nisso.

Se tens azar ao jogo e no amor, não te metas mais em jogos amorosos, porque um mal nunca vem só.

Se tens sorte à batota e com as mulheres, eu se fosse a ti largava o baralho e ia já a correr para casa.

Se algum mal te sucede, é porque ainda não pagaste o suficiente pelo mal que fizeste.

Se não fizeste mal nenhum a ninguém, vais pagar na mesma daqui a duas ou três vidas, porque hás-de fatalmente reencarnar em grandessíssimo filho-da-puta.

Se nunca fizeste bem algum a alguém, hás-de ser recompensado com uma reencarnação do piorio.

Se gostas da pesca à linha, na próxima reencarnação és uma minhoca.

Se votaste Cavaco Silva, na próxima reencarnação és o pato Donald.

Se votaste Cavaco Silva e não gostas da pesca à linha, na próxima reencarnação és a minhoca do pato Donald.

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29/05/06

_ Bem, isto é muito estranho. Acho que nunca me senti assim.
_ Pois, eu também. Há que tempos não penso noutra coisa...
_ Será que é isto aquilo a que se chama uma relação tórrida?
_ Não sei, querido. Sinto-me bem contigo. Parece-me que sim.
_ E sentes isto, eu escrevendo em ti, como se fosses uma lousa?
_ Sim. Gosto de que escrevas em mim. Sou feliz, acho-me... sólida.
_ Pateta. Adoro-te, sabias? Amo o teu corpo todo em cima de mim,
o teu cabelo acolhido ao meu peito, aqui, onde a tua cara poisa,
e esta música feita por Deus, e este silêncio, e esta luz pálida.
Olha, lembrei-me: e se a gente parasse o tempo agora mesmo?

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17/04/06

Jeep urbano


Existe um modelo humano que vem equipado de série com esquecedor. Vocacionado para o todo-o-terreno existencial, este modelo apresenta tracção integral igualmente de origem e um comportamento invejável em velocidade de cruzeiro. Obviamente, perde bastante embalo quando se lhes puxa pelos cavalos, em sendo necessário. Mas não se pode ter tudo. O esquecedor, essa genial engenhoca - caríssimo extra na generalidade dos modelos topo-de-gama - possibilita uma condução suave e discreta, quase subtil, mesmo nos terrenos mais acidentados e principalmente quando depara com obstáculos inesperados, terrenos arenosos, areias movediças, troços destruídos por intempéries, pântanos, barreiras de qualquer espécie ou mesmo encruzilhadas difíceis.

Fiável até ao absurdo, este modelo representa, por assim dizer, o paradigma do meio de transporte ideal para a família excêntrica, não convencional. Um must, sem dúvida. Peça já o seu test-drive. Vai ver que, depois, não quer outra coisa.

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05/03/06

----- Original Message -----

Sent: Saturday, March 04, 2006 4:28 PM
Subject: Petição

Assine esta Petição Online contra esta nova artimanha da Banca portuguesa para aumentar os seus já faraónicos lucros à nossa conta.

http://www.petitiononline.com/bancatms/petition.html


A sua assinatura é importante!

Quando estiver reunido o número suficiente de assinaturas, a petição será enviada a todas as instituições bancárias, a associações de bancos, banco de portugal e ao maior número de orgãos de informação que fôr possível.

Reenvie s.f.f. esta mensagem aos seus contactos e colabore na passagem desta mensagem.

Cumprimentos,

José Pires
weblog: ww.espreitador.blogspot.com

weblog: www.prahoje.com.br/aruadoscontos



Não apenas assino, por baixo e com firma reconhecida, como anexo um recadinho a quem de direito: caros banqueiros, capitalistas, anarquistas, ou o raio que vos parta, ide mas é mamar na quinta pata de um bezerro. Valeu?

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08/02/06

Cartoon publicitário


O Sr. Garcia, dono de uma fábrica de pregos, pediu a um publicitário que lhe criasse um cartaz para promover a sua empresa.

No dia seguinte, o publicitário apareceu na fábrica, radiante.

_ «Ora aqui está, xô Garcia» - e desenrolou o cartaz: um crucifixo, Cristo pregado de pés e mãos; por baixo, os dizeres

Pregos Garcia
mil anos de garantia


_ «Homem», diz o Sr. Garcia, «mas o que é isto? Você quer ver se me arranja chatices? Ora, ora, volte lá para o seu boteco e traga-me uma coisa mais maneirinha.»

O publicitário engoliu em seco e foi embora.

No dia seguinte, regressou com novo cartaz: Cristo pregado na cruz, mas com um dos braços solto, pendurado. E os dizeres

Com Pregos Garcia
isto não acontecia



_ «Homem, caramba, assim não pode ser! Então não vê que uma coisa destas pode ofender? Vá, vá, vá; tente lá fazer melhor e depois volte.»

No dia seguinte, o publicitário estava de volta com outro cartaz: desta vez, não havia Cristo, apenas o crucifixo com os seguintes dizeres por baixo:

Com Pregos Garcia
o Homem não fugia


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07/02/06

Haja esperança, ao menos em Esperanto


POR LA BONEGECO DE LA HUMURO
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Ci-muzeo kaj la urbo de Porto, ambau ekde la 1997-a jaro dividas la atenton pri la bildodesegno. Gi enkadrigas en la Internacia Galerio de Bildodesegno kaj celas la tutan disvastigon de aro de eroj, kiuj enkorpigas la gravecon de la humura desegno en la mondo.
Ankorau nedefinitiva, la Virtualan Muzeon de Bildodesegno oni malkovru kiel dinamikan spacon, kies personaj, temoj, galerioj, ktp, lautempe longe kreskos.
Gi celas valorigi la universalan bildlingvon ege dezirante la bonegecon de humuro. De estinteco al estanteco, car la homeco ridanta kaj ridiganta ciam dauras kaj ec antauas la prahistoriajn spurojn de la kavaj homoj. Pro tio ci-muzeo ankau malfermas spacon al sugestoj kaj helpagoj. Ili estas bonvenaj.

Muzeado de bildlingvo universaligas la lingvon de bildodesegno.
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Luís Humberto Marcos
Museu Virtual do Cartoon


As caricaturas "satânicas"
http://permanent.nouvelobs.com/cgi/edition/aff_photo?cle=20060202.OBS4859&offset=1

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Kongeriget Danmark


bandeira da Dinamarca; click para ouvir o hino

Hino Nacional da Dinamarca
(click para ouvir)
(ficheiro do hino alojado em http://www.navyband.navy.mil/anthems/denmark.htm)

DANISH LYRICS

Der er et yndigt land,
det står med brede bøge
nær salten østerstrand;
nær salten østerstrand;
det bugter sig i bakke, dal,
det hedder gamle Danmark,
og det er Frejas Sal
og det er Frejas Sal

Der sad i fordums tid
de harniskklædte kæmper,
udhvilede fra strid;
udhvilede fra strid;
så drog de frem til fjenders mén
nu hvile deres bene
bag højens bautasten
bag højens bautasten

Det land endnu er skønt,
thi blå sig søen bælter,
og løvet står så grønt;
og løvet står så grønt;
og ædle kvinder, skønne mø'r
og mænd og raske svende
bebo de danskes øer
bebo de danskes øer

Hil drot og fædreland!
Hil hver en danneborger,
som virker, hvad han kan!
som virker, hvad han kan!
Vort gamle Danmark skal bestå,
så længe bøgen spejler
sin top i bølgen blå
sin top i bølgen blå

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ENGLISH TRANSLATION

I know a lovely land
With spreading, shady beeches
Near Baltic's salty strand;
Near Baltic's salty strand;
Its hills and valleys gently fall,
Its ancient name is Denmark,
And it is Freya's hall
And it is Freya's hall

There in the ancient days
The armoured vikings rested
Between their bloody frays
Between their bloody frays
Then they went forth the foe to face,
Now found in stone-set barrows,
Their final resting place
Their final resting place

This land is still as fair,
The sea is blue around it,
And peace is cherished there.
And peace is cherished there.
Strong men and noble women still
Uphold their country's honour
With faithfulness and skill
With faithfulness and skill

Praise King and Country with might
Bless every Dane at heart
For serving with no fright
For serving with no fright
The Viking kingdom for Danes is true
With fields and waving beeches
By a sea so blue
By a sea so blue
(fonte: http://david.national-anthems.net/dk.txt)



EMBAIXADA DA DINAMARCA EM PORTUGAL
Rua Castilho, 14 C -3º Andar
1250LISBOA
Tel: 21 351 29 60
Fax: 21 357 01 24
(fonte: http://europa.eu.int/youreurope/nav/pt/citizens/addresses/pt/entryintoms/pt.html)

Informações sobre a Dinamarca
C.I.A.: http://www.cia.gov/cia/publications/factbook/geos/da.html
Wikipedia (Eng.): http://en.wikipedia.org/wiki/Denmark
Wikipédia (Port. Br.): http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinamarca

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03/02/06

Bull

You are .gif Sometimes you are animated, but usually you just sit there and look pretty.

Which File Extension are You?


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02/02/06


pain



pain




http://www.biotherapy-clinic.com/pain.html
http://www.as.wvu.edu/mlastinger/pain.htm

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