É a América, estúpido!
A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO REAL
Aproxima-se o 5º aniversário do golpe do 11 de Setembro de 2001. Tal como o incêndio do Reichstag, em 1933, que possibilitou a ascenção nazi, o 11/Set possibilitou o início da alteração do regime dos EUA (nos planos jurídico, policial, militar e institucional).
Apesar do grande trabalho de investigação efectuado por muita gente ao longo destes cinco anos, ainda estamos longe de desvendar tudo acerca dos acontecimentos do 11 de Setembro. No entanto, aquilo que já se sabe é mais do que o suficiente para demonstrar a enormidade monstruosa das mentiras arquitectadas e executadas por neocons do governo Bush. Exemplos:
A lista dos "já se sabe" poderia prolongar-se por aí além mas estes poucos dados são suficientes para formar um juízo.
Todos os trabalhos de investigação têm sido sistematicamente silenciados pelos media corporativos que se proclamam "de referência" (excepção honrosa foi a edição norueguesa Le Monde Diplomatique, que publicou trabalhos notáveis acerca do 11/Set). Quando não fazem silenciamento, estes media ditos "de referência" põe-lhes a etiqueta depreciativa de "teorias da conspiração" como se isso arrumasse o assunto. No entanto, nada do que se passou teria sido possível sem uma conspiração real no interior do aparelho de estado dos EUA. Seria muita credulidade acreditar na versão bushista de que 19 sujeitos armados com canivetes poderiam sequestrar vários Boeings em simultâneo e comandá-los em manobras difíceis.
Mas milhões de pessoas no mundo, desinformadas pelos media corporativos, continuam a não saber todos estes "já se sabe". A censura dos media corporativos é, hoje, mais feroz do que nunca. Além do trabalho de investigação do 11/Set é preciso, também, um trabalho de divulgação dos resultados já descobertos. Isso só pode ser realizado através dos media alternativos.
http://resistir.info/
Chiça. "Já se sabe"? Mas como "já se sabe"? Eu cá não sabia. Bem, agora é que estamos todos bem tramados. E se estas merdas forem mesmo verdade? Quer-se dizer, se as outras forem mentira? Hem, santinhos? Às tantas, um dia destes, até "já se sabe" que aquela porra toda foi mas é uma montagem de Hollywood, como "já se sabe" que foi a ida à Lua da Apolo 11, essa ganda treta imperialista; às tantas, sabe-se lá, fizeram a coisa com uns aeromodelos de plástico e espetaram com eles de encontro a umas torres gémeas à escala, com efeitos pirotécnicos e especiais de Steven Spielberg, esse ganda cromo, como já cá se sabia.
Não, mas agora a sério. E se a coisa tiver sido mesmo uma ganda farsolice? Olha que realmente. Vá-se lá acreditar naquilo que os olhos vêem, quem sabe, ou melhor, "já se sabe", ele depende e é consoante, como judiciosamente filosofou Pilatos: uma coisa é a verdade, outra é a verdade oficial, outra ainda é "a verdade a que temos direito" e outra bem diferente é a realidade cinematográfica, ou pictórica, por assim dizer. E nisso, convenhamos, os americanos são especialistas. Se for realmente verdade que o 11 de Setembro foi mentira, ainda assim, há que dar os parabéns ao realizador, à equipa de produção, aos encenadores, aos modelistas, aos "stunts" (aqueles gajos que se mandam de janelas abaixo, a fingir, evidentemente), os técnicos de "foleys" (os que produzem sons no estúdio, desde os dos murros aos das estaladas, passando pelos ruídos dos motores, explosões, ossos a partir, etc.), aos profissionais do guarda-roupa e dos adereços, da sonoplastia, da iluminação e da operação de câmara, sem esquecer, é claro, os extraordinários argumentistas, os excelentes guionistas, os maravilhosos especialistas em dramatização de diálogos, enfim, toda a equipa técnica, do mais modesto anotador ao mais famoso dos especialistas em efeitos especiais.
Uma palavra final, como não poderia deixar de ser, para os 2.997 figurantes que se deixaram matar por simples amor à 7ª arte, esses mártires do palco, verdadeiros heróis peliculares, merecedores sem qualquer favor de ver as suas mãos gravadas no "passeio da fama", isto, evidentemente, se lhes tivessem restado ao menos as mãos para decalcar no cimento. A todos eles, pois, um grande bem-haja pelo esplêndido espectáculo que graciosamente nos proporcionaram.
| Don't call 911 George Bush, director Starring (not available) NY Studios, USA, 2001 Ficha técnica |









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