Words and deeds
Do alto da sua insuportável pinta de ecléctico, Alexandre Monteiro presenteia-nos com umas quantas considerações a respeito do hino nacional, utilizando o número da comparação como táctica de achincalhamento. Que o hino russo é que é giro, e tal. São opiniões. Pessoalmente, detesto arroz à valenciana, o que é absolutamente irrelevante do ponto de vista dos valencianos, dos gastrónomos em geral, e do próprio arroz.
Vem isto a propósito da minha antiga e sempre adiada ideia de colectar hinos desse mundo lá fora. Cito aquele blog, que avançou primeiro com o tema, por simples questão de educação e porque talvez sem isso ainda agora este nada urgente e desinteressante assunto continuasse adiado. Não é tarde nem é cedo, como se costuma dizer, vamos a isso que é uma pressa, etc.
Para início de monólogo, eis o hino da defunta DDR (Deutschen Demokratischen Republik), ou República Democrática da Alemanha (RDA).
Hymne der Deutschen Demokratischen Republik
Auferstanden aus Ruinen und der Zukunft zugewandt,
laßt uns Dir zum Guten dienen, Deutschland, einig Vaterland.
Alte Not gilt es zu zwingen, und wir zwingen sie vereint,
denn es muß uns doch gelingen, daß die Sonne schön wie nie
über Deutschland scheint, über Deutschland scheint.
Glück und Friede sei beschieden Deutschland, unserm Vaterland.
Alle Welt sehnt sich nach Frieden, reicht den Völkern eure Hand.
Wenn wir brüderlich uns einen, schlagen wir des Volkes Feind.
Laßt das Licht des Friedens scheinen, daß nie eine Mutter mehr
ihren Sohn beweint, ihren Sohn beweint.
Laßt uns pflügen, laßt uns bauen, lernt und schafft wie nie zuvor,
und der eignen Kraft vertrauend steigt ein frei Geschlecht empor.
Deutsche Jugend, bestes Streben unsres Volks in dir vereint,
wirst du Deutschlands neues Leben. Und die Sonne schön wie nie
über Deutschland scheint, über Deutschland scheint.
A História da RDA está toda nestas palavras e nestes acordes, e ficará para sempre na memória. Que é, de resto, a própria História. Lembro-me perfeitamente de ouvir este hino, centenas de vezes, até o conhecer de cor - e de ouvido, porque não sei Alemão suficiente. Não me atrevo a sequer tecer considerações sobre um hino nacional, seja ele qual for, mesmo tratando-se - como é o caso - de um país que já nem sequer existe.
Como é também o caso da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) ou CCCP (em cirílico, o m.q. SSSR) . A letra mudou (entre 1992 e 2000 o hino foi outro, sem letra), mas a música do hino Russo mantém-se.
(tradução para Português do hino da União Soviética)
Se bem que seja um pouco ridículo promover os hinos de diversos países a certames competitivos, género festival da canção, parece-me que ninguém fica indiferente ao tremendo poder do hino Russo e não devem ser muitas as pessoas que o desconhecem totalmente.
Da mesma forma que todos já ouviram a Marselhesa, muito provavelmente sentindo um ligeiro "arrepio na espinha".
Allons enfants de la Patrie,
Le jour de gloire est arrivé !
Contre nous de la tyrannie,
L'étendard sanglant est levé ! (bis)
Entendez-vous dans les campagnes
Mugir ces féroces soldats ?
Ils viennent jusque dans nos bras
Egorger nos fils et nos compagnes !
Aux armes, citoyens !
Formez vos bataillons !
Marchons ! marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !
(letra do hino da França, em versão completa)
Fontes de informação:
http://www.national-anthems.net/cont/europe.htm
http://www.lib.vt.edu/subjects/slav/national_anthems.html#east-germany
http://www.flaggen-online.de/flaggen_europa.htm
http://www.premier-ministre.gouv.fr/
http://www.france.diplomatie.fr/france/
Liedtext: Nationalhymne der DDR, 1949
Hymne der DDR
http://www.worldfolksong.com/anthem/lyrics/portugal.htm












